sábado, 30 de outubro de 2010

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Hoje olhei para trás.
Não da forma criminosa como quem quer voltar a um ponto onde sentia-se confortavel, de certa forma já me conformei com isso.
Olhei como quem está entediado com o longo caminho à frente e quer saber o quanto já andou.
E foram tantas coisas... sim a principio parecia imenso e inútil mas não posso negar que mudei.
Sei que olhando pra você eu enxerguei algo que já conhecia, uma mesma historia que vivemos completamente alheios um do outro.
E sei que não vou esquecer, sempre guardo tudo.
Não rasgo folhas, só viro as páginas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Se as vezes não conseguimos distinguir, não quer dizer que não sabemos...

E talvez a alma seja como um copo cristalino
que só de olhar nos olhos não podemos saber
se está vazio ou cheio, ou mesmo existe.

E talvez a solidão seja relativa
algo como não estar com quem desejamos
mas talvez nunca estejamos realmente sozinhos
basta olhar para as pessoas certas.


sábado, 9 de outubro de 2010

As coisas..

Quer saber?
Acho que realmente as coisas não são desse modo.
Não me pergunte, não sei como são...
mas não são assim.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Prólogo

Ontem terminei de ler aquele livro.
As lágrimas vieram no final, algo raro
uma historia como poucas.

É devo admitir que foi uma boa escolha...
ao contrario das minhas.
E que talvez o silencio oportuno também o seja.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sem Título

Hoje fui ao zoológico, os piores animais estavam soltos.

sábado, 31 de julho de 2010

2º Delírio

Sacolejando. As letras parecem pingos de chuva e se houvesse nuvens cinzas seriam de fato mas o céu é alaranjado escuro e parece mesmo que passaram vinte minutos a mais do que o tempo percebeu e a lua amarelada em si parecia uma foto antiga.
Seus olhos lembram-me amêndoas, são grandes, belos, não consigo encara-los por muito tempo mas logo volto a eles como se fossem magnéticos. Não digo nada, nem vou dizer, nunca digo. As letras são apenas rabiscos que não vou entender depois e, de fato, a noite é um dia estranho.

1º Delírio

Vento. Estranhamente convidativo não fosse pelo som abafado e alto sem razão alguma. Talvez pelo clima umidade exata temperatura inconstante a despertar a voz de delírio de que as arvores movem-se e passa das dez.

sábado, 3 de julho de 2010

tiquetaques isolados no silencio

sim.. sempre me desespero, e me espero..

domingo, 23 de maio de 2010

Probabilidade

Alguém um dia tentou entender por que as pessoas mentem... Não pensou sobre isso por algumas horas ou dias... dedicou grande parte de sua vida a isso. Um dia, vencido pelo cansaço, mentiu para si mesmo dizendo que já não era importante... e então compreendeu.

sábado, 15 de maio de 2010

Implosao

As pessoas que passavam apressadas pela rua olhavam-lhe apenas de relance, mas podia perceber suas expressões. Com certeza não era tão normal ver uma pessoa parada naquele lugar ou em qualquer outro, ainda mais no movimento acelerado do fim da tarde. Mas por trás do silencio quase fúnebre, as coisas corriam mais rápido do que Alice podia acompanhar.
Tentou encontrar uma resposta sobre o que havia acontecido, algo a mais do que teorias improvisadas, mas nada fazia sentido. Talvez tivesse perdido em algum lugar as ultimas forças que guardava para suportar tudo aquilo. Agora tinha uma boa porção de sentimentos ferozes e talvez sedentos de vingança pelo tempo confinados.
Imaginava seus transtornos como vários cães negros correndo mais rápido do que poderia enxergar, arrancando de passagem, pedaços grandes de seu corpo, ou talvez de sua alma, o que dói mais afinal? Sabia que tentar fugir seria inútil, mas ainda não fazia ideia de como lutar contra isso ou do que aconteceria no final. Por um momento desejou apenas braços que lhe envolvessem e dissessem que está tudo bem, mesmo não estando.
Percebeu então que estava só, mas de maneira nenhuma queria isso.