Prometeu-se mais uma vez de que seria a última,
cruzando os dedos descaradamente por trás das costas
pois não importa o que mudasse, nada seria diferente
Um copo de água para digerir o tédio
e o que restou do amor secando no fundo do prato
o que ninguém quis e no fim das contas sobra
assim como os vegetais...
mas vegetais não amam, nem têm esperança
talvez por isso nem mesmo respirem
Há dias em que as palavras nos faltam
e nada do que fazemos é por vontade.
O Amor Fernando Pessoa
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O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
as não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de di...