sexta-feira, 11 de março de 2011

Que não se mede em quilos

O amor que ninguém quis se tornou um fardo
e o cansaço já estremecia em seus braços e pernas
poderia deixá-lo ali, continuar mais leve
mas não sabia não tê-lo nunca mais dessa forma

Poderia largar ali, na beira do caminho
de manhã o caminhão de lixo passa e leva
mas corta-lo de si mesmo não era a mesma coisa
amor de alguém simplesmente se arranca, rasgando o peito, levando pedaços
dói a dor... ficam as cicatrizes... e só
de resto um ciclo de se cutucar feridas e doer novamente
mas de si mesmo nunca foi feito
ao menos vamos funcionar sem isso?

ou talvez se possa apenas consertá-lo
como um relógio quebrado
mas quisera ter cinco minutos à frente por ser tão distraído
e não há ferramentas para consertar algo assim

é difícil escolher deixá-lo ou levá-lo
mas o tempo não espera nossa decisão
e como aprendemos nos dias de luta
com fardo ou sem fardo você segue em frente.

1 comentários:

♥JÔ♥ disse...

"é difícil escolher deixá-lo ou levá-lo
mas o tempo não espera nossa decisão
e como aprendemos nos dias de luta
com fardo ou sem fardo você segue em frente."


Escreveu para mim né? Eu sei rsrs
Estranho e mágico como algumas "tragédias" são sempre iguais
Bem...eu escolhi jogar o fardo no lixo, onde é o lugar dele.
O problema é que o lixeiro deve estar em greve, então fico aqui observando o "fardo-lixo" apodrecer.Isso me incomoda, e dói um tanto...mas sigo! =)
Forte abraço!